Samba do Sino

A Roda surge da necessidade em manter acesa a chama da Cultura Popular Brasileira, trazendo a tona histórias que são cantadas através de sambas tradicionais de todo o território nacional, da velha guarda aos novos compositores, pois o Samba Presente Não Esquece o Passado, deixando prevalecer o sotaque do samba paulista, do rural ao urbano. O Sino surge devido à dificuldade em encerrar o Samba às 22h, pois é realizado em bairro residencial. Surge a idéia de se utilizar um sino para indicar o final do samba. Ai começaram a dizer: –“Vamos naquele samba, aquele que o cara toca o Sino...” Assim acaba-se adotando o nome Samba do Sino. Houve a aceitação e respeito geral e assim se conveniou tocar o Sino para começar e para terminar o Samba.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Cor da Arte. Mensagem do Samba do Sino 2016

Cor da Arte
Carlos J Fernandes Neto

Era Uma Vez Uma sociedade chamada Tons de Cinza, uma pequena localidade, afastada e esquecida por todos. Tendia para a Luz, mas nunca seria Clara totalmente para demonstrar que nada será como queremos e poderia ser, e de outro lado tendia para o Escuro, mas nunca chegaria ao Escuro total propriamente dito, pois sempre a escuridão ainda poderia ser maior.

A elaboração das leis era de responsabilidade da classe legisladora e aos seus descendentes de sangue – apesar de passarem por processo votante, sempre apoiado pelo executivo e negociado com o judiciário, e tudo faziam para perpetuar os Tons de Cinza de forma a garantir continuidade à pequena elite controladora do sistema Cinzento.


O alimento faltava, a saúde era precária, a educação só era pensada para a pequena elite do Sistema Cinzento, moradia então, essa é melhor nem contar. Os acordos, negociatas e corrupções que geram o prejuízo ao bem público eram corriqueiros, e as leis mudavam a cada momento para melhor beneficiar os infratores.

Os anciões dão conta que há muito o departamento de cultura, arte e entretenimento foi praticamente excluído do dia a dia desta sociedade acinzentada. Seus fazedores de arte, brincantes, cantadores e contadores de história e toda a classe de artistas foram por muito tempo ridicularizado e praticamente desapareceu, pois em nada poderia ajudar, somente agregar mais despesas. O povo foi entristecendo, não expressava mais seus sentimentos, não cantava, e com tudo isto reduzia seu consumo.


O processo produtivo foi declinando e para manter seus lucros os preços foram aumentando e as contrapartidas pelo trabalho foram sendo reduzidas com prejuízo dos postos de trabalho. A situação só piorava, pois fica “escuro” (para nós seria claro) que com menos pessoas para produzir, comprar e fomentar o mercado todo estava ruindo.

Mas, num período de transição corruptiva novos senhores - que ascenderam ao poder abruptamente, implantaram em menos de três meses um sistema revolucionário para educação – tudo o que não foi conseguido em mais de 500 anos agora resolvido em apenas três meses, verdadeiros pensadores, filósofos e gênios.

No meio de tanto caos um grupo mambembe adentra a cidade cinzenta com seus contorcionistas – o povo precisava mesmo, mágicos – mais que necessários, dançarinas – de dançar o povo entendia, atores e atrizes, poetas e escritores, músicos e cantantes, foram seguidos por uma multidão de brincantes chamado irritantemente de povo.


Por onde passavam, deixavam sinais das cores, as serpentinas, os confetes, as alegorias, as fantasias, os sonhos, as alegrias. Lembraram de seus ancestrais, se reuniam em torno das fogueiras, cantaram e contaram as histórias de seus avós como se nunca as tivessem cantado ou contado.


Começa uma busca por tecidos coloridos, por adereços, por livros. Os locais públicos começam a ser ocupado culturalmente pelos fazedores de arte. Em pouco tempo a economia volta a aquecer, o povo mais cheio
de vida consegue produzir mais, o ganhos aumentam e a contrapartida pelo trabalho também. Novos interlocutores são eleitos, o equipamento público fica mais enxuto, profissionais de suas áreas resolvem problemas de moradia, educação, saúde e necessidades básicas de higiene. O arco íris da vida volta clareando de vez a pequena localidade cinzenta.

A Arte e a Cultura são o alimento da alma, sem o qual uma sociedade não pode entender sua identidade, e um povo que não tem sua identidade cultural é dominado e facilmente controlado ao bel prazer de seus mandatários. A arte, cultura e todas as suas linguagens não dá conta de tamanha envergadura sozinha como pudemos ver nesta obra de ficção, mas é inegável a sua importância para a identidade cultural de um povo, participando do desenvolvimento social e cultural de uma nação.

Obs – Trata-se de uma obra de ficção, qualquer semelhança é mera coincidência.
Em caso de agravamento da falta de cultura PROCURE um Artista.

Esta ficção foi a forma encontrada para poder agradecer os aplausos – e vaias, que recebemos durante nossa trajetória.

Os integrantes do Samba do Sino desejam um Natal e Ano Novo muito COLORIDO para toda a nação!


Tia Ciata - "A Mãe do Samba"

"TIA CIATA", MÃE DO SAMBA...

" O samba é o mais belo documento da vida e da alma do povo brasileiro". (Rosane Volpatto-extraído do Texto SAMBA, SABOR DO BRASIL) Um grande abraço ao nosso patrono PAULINHO DA VIOLA. (Veja mais na página História do Samba)
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Pelo Fim da Ordem dos Músicos do Brasil !

Abaixo-Assinado Eletrônico pelo direito ao livre exercício da profissão de músico:

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Paulinho da Viola- Entrevistado pelo programa Memória do Rádio

PAULINHO DA VIOLA - O Nosso Patrono

O Verso "Quando penso no futuro não esqueço meu passado" é creditado por Paulinho da Viola, em "Meu tempo é hoje", como sintese de sua obra, de sua vida. Recolhido de sua "Dança da Solidão"(72). (Pedro Alexandre Sanches - Folh aOn Line - 11/04/2003)

"Eu não costumo brigar com o tempo" afirma Paulinho da Viola (em 09/12/2004 - Folha On line)

"A música de Paulinho da Viola representa um universo particular dentro da cultura brasileira. Experimentá-la é reconhecer que a identidade cultural brasileira não é única, há sempre algo mais." (extraído do site de Paulinho da Viola)

A Obra de Paulinho da Viola já foi tema de livros, trabalhos acadêmicos, gravações e documentário. Em fase de finalizações, se encontra um Documentário realizado pela VideoFilmes com direção de Isabel Jaguaribe e roteiro de Zuenir Ventura. (Confira mais na página - PAULINHO DA VIOLA - Vídeos e muito mais)

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AGENDA CULTURAL DA PERIFERIA

A Ação Educativa é uma organização não governamental sem fins lucrativos que desenvolve a apóia projetos voltados para a educação e juventude, por meio de pesquisas, formação, assessoria e produção de informações. Mantém em sua sede o espaço de Cultura e Mobilização Social, aberto ao público, que promove regularmente atividades de formação, intercâmbio e difusão cultural. Vale a pena acessar : http://www.acaoeducativa.org.br/

Confira As Comunidades de SAMBA divulgadas.
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Samba do Sino comemora primeiro ano na noite de 15/12/2009 com história do samba

O Movimento Cultural Samba do Sino comemerou 01 ano de vida no último dia 15/12/2009, e presenteia os moradores da cidade com histórias que contam a evolução do samba no Brasil. A proposta nasceu com a idéia de resgatar esse pedaço da cultura popular. (Vanessa Coelho - Guarulhos Web 15/12/2009)