Samba do Sino

A Roda surge da necessidade em manter acesa a chama da Cultura Popular Brasileira, trazendo a tona histórias que são cantadas através de sambas tradicionais de todo o território nacional, da velha guarda aos novos compositores, pois o Samba Presente Não Esquece o Passado, deixando prevalecer o sotaque do samba paulista, do rural ao urbano. O Sino surge devido à dificuldade em encerrar o Samba às 22h, pois é realizado em bairro residencial. Surge a idéia de se utilizar um sino para indicar o final do samba. Ai começaram a dizer: –“Vamos naquele samba, aquele que o cara toca o Sino...” Assim acaba-se adotando o nome Samba do Sino. Houve a aceitação e respeito geral e assim se conveniou tocar o Sino para começar e para terminar o Samba.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

CARNAVAL 2015 SP - Sexta Feira Mancha Verde 23h15



Enredo:- 100 anos de Lutas e de Glórias.

INTERPRETE - FREDY VIANNA
COMPOSITORES:
SILAS AUGUSTO, MARCELO CASA NOSSA, AQUILES DA VILA, CHANEL, BRUNO MANCHA E JC CASTILHO

Samba Enredo Oficial Mancha Verde 2015


Samba Enredo Mancha Verde(Video Clip) Allianz Parque


Introdução

O enredo “Quando Surge o Alvi-vede Imponente, 100 Anos de Lutas e Glórias”,  mostrará o surgimento da Sociedade Esportiva Palmeiras,  há 100 anos e sua vida neste período. Contará algumas das histórias desta Sociedade, histórias que não passam apenas pelo futebol, e sim por uma existência repleta de acontecimentos sociais e culturais que se misturam à vida de São Paulo e do Brasil.
O enredo enaltecerá ainda, seus 100 anos de lutas – a luta dos seus fundadores, os Italianos recém chegados a um Brasil ainda influenciado pelo fim da escravidão. Um imigrante que ajudou a construir a grandeza desta terra, mas que teve que batalhar para se afirmar socialmente em um país desconhecido e aristocrático, e que o discriminava.  Passará pela perseguição a este povo durante a segunda guerra mundial. E, finalmente pelas lutas de uma já imensa e apaixonada torcida que nem sempre viu seu time no lugar mais alto do pódio esportivo, mas que jamais deixou de ter orgulho de ser palestrina, palmeirista ou simples e suficientemente, palmeirense.
E esta luta está diretamente ligada ao orgulho de preservar a memória de seus ídolos e os costumes de seus antepassados. O orgulho e a força para lutar que passam de pai para filho, de avô para neto. E que fizeram o Palmeiras nascer, moldado nas associações esportivas e culturais da Itália, e sobreviver a 100 anos de intensa atividade.
  
E de onde vem nossa força?
O Palmeiras, foi fundado como Palestra Itália em 1914, por Italianos. Eram imigrantes, que vieram para o Brasil substituir, a princípio, a mão de obra negra e escrava pós-abolição. Italianos que descenderam diretamente do povo Romano: forte, guerreiro, dominador e crente de seus Deuses Mitológicos, que lhe conferiam ainda mais força e confiança. Como a Deusa Vitória e Deus Marte, o Deus das Guerras. [CASAL]

Introdutor da civilização moderna, este povo foi formado por guerreiros que conquistaram o mundo na antiguidade e na idade média, lutando nos frios campos de batalha da Europa, Oriente, Ásia e África. Guerreiros que mais tarde lutaram para proteger a Casa de Savóia – base da família real italiana. [ALEGORIA 1]
Hoje sua torcida é formada pelos filhos, netos e bisnetos daqueles italianos que junto com a diversa massa de brasileiros espalhados por todos os cantos do país, tem na alma a mesma força, garra e amor para defender as cores de seu clube. Somos resultado da herança de nossos antepassados e da herança dos guerreiros romanos. È daí que veio a força que fez o Italianos vencerem no Brasil.

A saga italiana em terras paulistanas
A Itália, desembarca no Brasil – O povo italiano chegou ao Brasil no fim do século 19 para trabalhar predominantemente nas lavouras de café, substituindo a mão de obra escrava, recém liberta. Se os homens trouxeram o braço forte para cuidar das lavouras, as mamas trouxeram as tradições da culinária, as massas e seus molhos de tomate. Também trouxeram sua arte, sua música clássica e o seu teatro [ALA 1]. E a herança italiana não parou por aí. Se ela hoje é sinônimo de culinária paulistana, e está presente antes ou depois dos jogos do Palmeiras, a pizza chegou por aqui junto com os italianos. Naquele tempo não havia pizzarias e era entregue de casa em casa. [ALA 2]

E no começo do século já estava se movendo pouco a pouco para as cidades que se formavam. São Paulo, que tinha os barões do café ainda dominando a sociedade, passou a conviver com o italiano que trabalhava como operário nas nascentes indústrias. As mamas chegarão ao Brasil trazendo sua

Alguns juntaram o que ganharam no campo e também se tornaram industriais, desafiando o domínio e poderio econômico dos paulistas, a exemplo da família Matarazzo, Crespi, Scarpa. Apesar da ascendência econômica, esse italiano ainda sofria com a discriminação dos paulistas tradicionais.

E foi assim, fazendo muita festa, com seu vinho  [RAINHA DE BATERIA] e com muita tarantella, [ALA 4]mostrando a sua música clássica [ALA 1] que encantava a todos na época, e trazendo a sua forma de cozinhar  [ALA 1], que tanto as mamas, como os entregadores de pizza [ALA 2]nos deixaram para sempre como marcas, o italiano foi tentando se afirmar socialmente. O jornal Fanfulla, em italiano, em contraponto ao Diário de São Paulo, tinha a segunda maior tiragem diária, no começo do século 20. [ALA 5]Tinha como uma de suas missões: manter viva a tradição e a auto-estima do imigrante. [ALA 3]

A Fundação do Palestra – a Força da Comunidade Italiana
A fundação de um clube, pelo imigrantes,  nos moldes das associações existentes na Itália, em que o esporte se aliava a convivência social, foi uma maneira de reafirmar sua força e sua conservar suas tradições. Após a excursão dos times do Torino e do Pro-Vercelli, a São Paulo em 1914,  a idéia se solidificou.
Alguns jovens imigrantes e filhos de imigrantes, como Vicente Ragognetti, a grande maioria operários da Indústria Matarazzo, publicaram no Fanfulla a convocação, para que se reunissem no dia 19 de agosto. A primeira reunião não foi muito bem, mas em uma segunda, no dia 26 de agosto, no salão Alhambra, 46 pessoas fundaram a Societá Sportiva Palestra Itália. Entre eles os 4 mais entusiamados, Luiz Cervo, Vicente Ragognetti, Ezequiel Simone e Luiz Emmanuele Marzo.
Em 9 de janeiro de 1915, ocorreu o baile de fundação do Palestra Itália, no Clube Germânia com a presença do Consul da Itália Pietro Barolli [ALA 6]e em  24 de janeiro de 1915 o primeiro jogo com o Savóia de Sorocaba. Palestra Itália  vence por 2 a zero. [ALA 7]

Conquistando a Nossa Casa – Nossa Força Novamente nos Guia
Com a ajuda do Conde Francisco Matarazzo o Palestra adquire o terreno da cervejaria Antárctica. No local já havia um campo de futebol e ainda espaço para diversas outras modalidades esportivas e atividades sociais e culturais. Era no local já conhecido com Parque Antarctica (nome que até hoje é visto nas placas de orientação de trânsito de São Paulo) que ocorriam passeios de muitos italianos e mesmo “ paulistas”  que faziam ali seus já famosos Pic-nics. Ali também aconteceu a chegada da primeira corrida de automóvel da América do Sul e o pouso do primeiro avião do correio aéreo brasileiro em terras paulistanas. No espaço,  ocorreu a encenação da Ópera Aida, vinda da Europa. Um marco para a música e cultura paulistana e brasileira. Mas o Palestra e o Parque Antarctica, não viviam apenas de futebol ou vida social, muitos outros esportes eram praticados desde sua fundação. Um deles, que se sobressaiu, e ainda hoje, ostenta as cores do clube foi o Basquete.
A relação de amor do clube e de seus associados com a sua “casa” tem uma explicação. O Palestra, por ter sido fundado seguindo os moldes de uma associação italiana,tinha na sua sede e na convivência familiar de seus associados, a base de seu sucesso.

A história do Palmeiras no futebol já começa a ser escrita e em 1920 conquista o primeiro título paulista e em 1933 impôs uma sonora derrota ao seu arqui-rival de ontem e de hoje, 8×0 – sobre o time fundado, na várzea, na região do Bom Retiro, e que se opunha em tudo ao time formado por uma associação de  Italianos.

Segunda Guerra e a perseguição aos ítalos-brasileiros – O Palestra ainda mais forte
Na década de 1940 o mundo recém saído de uma guerra, se viu novamente impactado pela Segunda Guerra Mundial. O Brasil de Getúlio Vargas, ora alinhado com Benito Mussolini, (do chamado eixo: Itália, Japão e Alemanha) foi pressionado a aderir aos aliados (Estados Unidos e demais países da Europa). E tudo o que fizesse referência aos países do Eixo foi proíbido ou perseguido.  Foi nessa época que o governo obrigou o Palestra Itália a mudar de nome e primeiro para Palestra de São Paulo em 16 de abril de 1942. E, finalmente em 14 de setembro, por nova ordem do governo, muda para o definitivo Sociedade Esportiva Palmeiras.
Foi nesse dia, quando houve a mudança de nome, que o Palestra foi dormir Palestra e acordou Palmeiras. Abolindo o vermelho do uniforme. Era o dia da final do campenato Paulista. E o novo Palmeiras foi campeão, o  Palestra Morre Líder, o Palmeiras Nasce Campeão. Foi neste jogo que o General e Vice-Presidente Aldalberto Mendes entrou em campo como os jogadores que carregavam a bandeira do Brasil, para demonstrar a sua brasilidade, apesar da perseguição por conta da guerra. Este ato ficou consagrado como Arrancada Heróica.

Uma era de glórias
O Palmeiras segue ganhando títulos e em 1949 faz a primeira excursão internacional, para comemorar o cinquetenário do Barcelona. Encanta a Europa.
Entre 1950 e 1951 conquista um feito até então nunca alcançado. Vence o torneio início, a Taça SP, o campeonato paulista, a Copa Rio e o Torneio Rio-São Paulo. São as 5 coroas.
A copa Rio, era um verdadeiro campeonato Mundial com times da Europa e America do Sul. Uma espécie de ressaca da derrota brasileira no Maracanaço de 1950, para o Uruguai, na Copa do Mundo. E, frente ao Juventus, ganhou em 22 de julho o título internacional. O Seu verdadeiro título mundial. Já em 1965, na inauguração do Mineirão, é convcado pela CBD para representar o Brasil frente a seleção uruguaia. De camisa amarela, o Palmeiras vence por 3 a zero.

2 Academias
Na década de 60, ninguém fazia frente ao Santos de Pelé. Mas em 1960, como campeão da taça Brasil, vice da libertadores de 1961 e campeão paulista de 63 e 66, o Palmeiras, com a chamada Academia de Futebol, não permitiu o decacampeonato do Santos. Djalma Santos, Djalma Dias, Waldemar Carabina, Dudu, Ademir da Guia, Servilho, Tupãzinho, eram nomes que faziam o Palmeiras brilhar.
De 1972 a 1974, veio a segunda academia, os mesmos Dudu, Ademir da Guia, somados a Leão, Luis Pereira, Leivinha, comandados por Oswaldo Brandão, sendo bicampeão Brasileiro em 72 e 73.

Um  Intenso  Jardim Suspenso
Esta é uma fase memorável em que o campo do Parque Antarctica, fica famoso como jardim suspenso, e a vida do clube se torna agitada dentro e fora dos gramados, com os títulos paulista de 1974 e 1976. Na vida social nos anos que seguem, Palmeiras brilha fora das 4 linhas com os Periquitos em Revista, um grupo ate hoje conhecido internacionalmente pelas performances artísticas com seu patins. O seu Palácio das Festas, localizado sob a curva da arquibancada do agora antigo estádio , reune mais de 10 mil pessoas em seus saudosos bailes de carnaval e nas festas de música black que paravam São Paulo, embalados pelo Chic Show.

A dura era sem glórias – mas com a tradicional força palestrina
Desde 1976 sem ganhar um título, o Palmeiras amarga uma difícil jornada. Seu torcedores, mais uma vez não se intimidam e embalados pela força de seus ancestrais e pelo amor ao time verde e branco, ignoram 18 anos sem gritar campeão. A torcida Mancha Verde, que deu origem a esta escola de samba, surge em 1983, para defender as cores e a torcida do Palmeiras por todo o Brasil.  A torcida fanática e apaixonada ignora quaisquer tipo de provocações e assume o porco, ora gritado prejorativamente nos estádios como seu símbolo ao lado do Periquito.
Uma década de glórias
E este amor e lealdade é compensado pelo título paulista de 93 e 94, e pelos títulos brasileiros dos mesmos anos, além do Rio-São Paulo de 1993. Um time de estrelas comandado por Evair, ao lado de Zinho, Edmundo, César Sampaio, Antonio Carlos, dentre outros, fez do Palmeiras a maior força do futebol brasileiro da década de 90.
O que foi coroado com o título da copa do Brasil de 1998, que o levou a libertadores, quando comandao pelo maior goleiro da história do Brasil, São Marcos, camisa 12, venceu o Deportivo Cali, chegando a sua mais expressiva vitória.

Uma nova identidade ao palestra – a força de sua história, dos seus ídolos e de sua torcida

Uma nova casa, a torcida mais apaixonada, uma história repleta de glórias. O Palmeiras chega aos 100 anos se reinventando sobre as sólidas bases de uma vida gloriosa.


Tia Ciata - "A Mãe do Samba"

"TIA CIATA", MÃE DO SAMBA...

" O samba é o mais belo documento da vida e da alma do povo brasileiro". (Rosane Volpatto-extraído do Texto SAMBA, SABOR DO BRASIL) Um grande abraço ao nosso patrono PAULINHO DA VIOLA. (Veja mais na página História do Samba)
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Pelo Fim da Ordem dos Músicos do Brasil !

Abaixo-Assinado Eletrônico pelo direito ao livre exercício da profissão de músico:

Participe você também, leia matérias neste blog.

Para assinar eletrônicamente:

http://www.carlosgiannazi.com.br/fale_conosco/abaixo-assinado-omb.htm

Paulinho da Viola- Entrevistado pelo programa Memória do Rádio

PAULINHO DA VIOLA - O Nosso Patrono

O Verso "Quando penso no futuro não esqueço meu passado" é creditado por Paulinho da Viola, em "Meu tempo é hoje", como sintese de sua obra, de sua vida. Recolhido de sua "Dança da Solidão"(72). (Pedro Alexandre Sanches - Folh aOn Line - 11/04/2003)

"Eu não costumo brigar com o tempo" afirma Paulinho da Viola (em 09/12/2004 - Folha On line)

"A música de Paulinho da Viola representa um universo particular dentro da cultura brasileira. Experimentá-la é reconhecer que a identidade cultural brasileira não é única, há sempre algo mais." (extraído do site de Paulinho da Viola)

A Obra de Paulinho da Viola já foi tema de livros, trabalhos acadêmicos, gravações e documentário. Em fase de finalizações, se encontra um Documentário realizado pela VideoFilmes com direção de Isabel Jaguaribe e roteiro de Zuenir Ventura. (Confira mais na página - PAULINHO DA VIOLA - Vídeos e muito mais)

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AGENDA CULTURAL DA PERIFERIA

A Ação Educativa é uma organização não governamental sem fins lucrativos que desenvolve a apóia projetos voltados para a educação e juventude, por meio de pesquisas, formação, assessoria e produção de informações. Mantém em sua sede o espaço de Cultura e Mobilização Social, aberto ao público, que promove regularmente atividades de formação, intercâmbio e difusão cultural. Vale a pena acessar : http://www.acaoeducativa.org.br/

Confira As Comunidades de SAMBA divulgadas.
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Samba do Sino comemora primeiro ano na noite de 15/12/2009 com história do samba

O Movimento Cultural Samba do Sino comemerou 01 ano de vida no último dia 15/12/2009, e presenteia os moradores da cidade com histórias que contam a evolução do samba no Brasil. A proposta nasceu com a idéia de resgatar esse pedaço da cultura popular. (Vanessa Coelho - Guarulhos Web 15/12/2009)