Samba do Sino

A Roda surge da necessidade em manter acesa a chama da Cultura Popular Brasileira, trazendo a tona histórias que são cantadas através de sambas tradicionais de todo o território nacional, da velha guarda aos novos compositores, pois o Samba Presente Não Esquece o Passado, deixando prevalecer o sotaque do samba paulista, do rural ao urbano. O Sino surge devido à dificuldade em encerrar o Samba às 22h, pois é realizado em bairro residencial. Surge a idéia de se utilizar um sino para indicar o final do samba. Ai começaram a dizer: –“Vamos naquele samba, aquele que o cara toca o Sino...” Assim acaba-se adotando o nome Samba do Sino. Houve a aceitação e respeito geral e assim se conveniou tocar o Sino para começar e para terminar o Samba.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Deputado tucano cancela emenda de artistas e beneficia empresas no ProAC

Uma semana de derrota para os artistas de São Paulo. O deputado Cauê Macris (PSDB), de Americana (SP), filho do deputado federal Vanderlei Macris, também tucano de Americana, cancelou a emenda que garantia mais verbas para o ProAC Editais, beneficiando mais as empresas do que os artistas.

Classe artística na última Audiência Pública na Alesp
A emenda fazia parte de um acordo iniciado em 5 de novembro, quando  ocorreu uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) para discutir a elevação dos recursos do ProAC Editais de R$ 30 para R$100 milhões.

A comissão de educação e cultura da ALESP, coordenada pelo deputado Paulo Rillo (PT) foi quem chamou a audiência, incorporando um movimento da classe artística que já existe há algum tempo e pede melhorias no Programa de Ação Cultural.

Da forma como existe atualmente, o ProAC apresenta uma distorção no financiamento da cultura em São Paulo. Dos R$157 milhões investidos, R$ 127 milhões ficam com empresas por meio de renúncia fiscal (ProAC ICMS) e apenas R$ 30 milhões com grupos artísticos diretamente (ProAC Editais).
Por isso, houve um forte movimento de artistas, gestores e produtores culturais na última audiência pública que contou com a participação de mais de 400 artistas do interior do estado na ALESP, sendo 52 deles alunos do Instituto de Artes da Unicamp.

Com a audiência, os artistas conseguiram que fosse protocolada uma emenda de 4 milhões (saída da comissão de orçamento) para o edital do ProAC, em resposta ao movimento e também às audiências públicas do orçamento, na qual a cultura foi a quinta prioridade, por causa da participação em massa de artistas e produtores.

No entanto, o relator deputado Cauê Macris (PSDB) cancelou esta e todas as outras emendas encaminhadas. Ele simplesmente ignorou as decisões da comissão de orçamento e das audiências públicas. Os trabalhos da Comissão de Orçamento estão suspensos e os deputados iniciam um movimento de pressão. Nesse contexto, a emenda de 4 milhões para o ProAc também foi cortada, eliminando qualquer possibilidade de melhorias para o programa.

Essa é a segunda grande derrota da classe artística de São Paulo no que diz respeito ao ProAC, isso porque, no início da luta pelo aumento do aporte financeiro para a cultura, a proposta original, que seria de um Fundo Estadual de Cultura, foi recusada. A votação do Fundo terminou obstruída por uma outra emenda apresentada por deputados governistas que discordavam de pontos do projeto e diziam que aprovariam uma proposta mais “ousada” que veio a ser o ProAC da forma como ele está estruturado atualmente, com mais benefícios para empresas do que para quem realmente constrói cultura: os grupos artísticos. (Carta Campinas)http://cartacampinas.com.br/2013/12/deputado-tucano-cancela-emenda-de-artistas-e-beneficia-empresas-no-proac/ 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Adeus a Mandela. Mandela por Mandela

"Lutei contra a dominação branca e contra a dominação negra. Defendi o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e conseguir realizar. Mas, se for preciso, é um ideal para o qual estou disposto a morrer". (Depoimento no Julgamento de Rivonia, 20 de abril de 1964).


A insegurança em nossos lares. Onde vamos nos esconder?



Este é o estado do carro de Meu Irmão. Após serem invadidos por três delinquentes em sua residência e verem seus bens serem subtraídos, a sentir a insegurança e a impotência gerada por esta falta de segurança pública. Em fuga com os produtos do roubo, foram perseguidos pela polícia e bateram violentamente o veículo. Perda total dos bens, o carro como vocês podem ver, e um bandido safado morto no acidente.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Comemoração ao Dia do Samba Palco da ASCSP 2013 - Praça da República - SP

PROGRAMAÇÃO SEMANA DO SAMBA

Quarta-feira dia 04/12
(Alterado)
BERÇO DO SAMBA DE SÃO MATEUS

das 12h. as 12h40

Sexta-Feira dia 06/12
 das 18h30 as 21h30

PAGODE DA 27
TERREIRO DE COMPOSITORES
SAMBA DA LAJE

Sábado dia 07/12
das 18h30 as 21h30


SAMBA DA FEIRA
SAMBA DE TODOS OS TEMPOS
SAMBA DA CULTURA


Domingo dia 08/12
 das 18h30 as 21h30

TOMANDO PARTIDO
COMUNIDADE MARIA CURSI
SAMBA DELAS

Samba do Sino dia 03/12/2013 20h no GALPÃO - Ensaio Aberto

O que:- Samba do Sino
Quando:- 03/12/2013

Horário:- 20h
Onde:- GALPÃO
End:- Rua Jacob, 223 – Jd Tranquilidade – Guarulhos – SP
Entrada Franca

NOSSO FLY:- A nossa Homenagem é ao Dia do Samba.


Dia do Samba - 02 dezembro

Sobre a escolha da data de 2 de dezembro como Dia do Samba o autor do projeto de lei assim se expressou: “A iniciativa foi do presidente da Confederação Brasileira das Escolas de Samba, Paulo da Costa Lamarão, visto que, nesta data, na época, começavam, por determinação legal, os ensaios das referidas Escolas, visando ao carnaval do ano seguinte, uma vez que, antes, eram bastante tumultuados e desordenados”. 

     Outras correntes atribuem ao vereador baiano Luis Monteiro da Costa o estabelecimento do dia 02 de Dezembro para render homenagem a Ari Barroso, que apesar de compor musicas com temas sobre a Bahia nunca havia tido a oportunidade de ir ao estado. O dia 02 de dezembro coincide justamente como sendo a primeira vez que Ari Barroso teria fincado os pés na Bahia.
     Fico com a primeira. O Dia do Samba consagrado no dia 02 de dezembro faz referência ao dia em que por ”Determinação Legal” começavam os ensaios das Escolas de Samba para o ano seguinte.

     A Lei nº 554, deriva do projeto de lei nº681 de 19 de dezembro de 1962, de autoria do Deputado Estadual Anésio Frota Aguiar do Rio de Janeiro, com o seguinte parecer “O Samba, segundo consta, teve suas remotas origens no Continente africano e para o Brasil foi trazido, ainda em estado embrionário, pelos escravos que traduziram nos seus ritmos, um tanto dolente, a saudade e a nostalgia que os assediavam. Em face da sua natural evolução a nossa musica popular foi tomando a sua verdadeira fisionomia, sofrendo, como é obvio, sucessivas modificações, através dos anos, para torna-se, em nossos dias, aquela musica alegre, agradável e, sobretudo, contagiante. Os nossos músicos e poetas expressam com felicidade e singeleza pelo Samba, verdadeiros sentimentos do povo brasileiro que, por seu turno, ouvindo-o e cantando, da completa vazão aquele prazer sadio e o faz de modo especial por ocasião dos festejos de Momo”.

          “Assim a instituição do Dia do Samba é, com efeito, uma justiça que se impõe como homenagem aos seus compositores, aos próprios brasileiros e á Musica Popular de nosso país, a qual encontra no Samba a sua expressão máxima”.

“O dia 2 de dezembro que será festejado por todos os sambistas do país, marcará no Rio de Janeiro o encerramento do II Congresso Nacional do Samba, com a entrega de títulos honoríficos a todos aqueles que se destacaram na causa do samba”.

     Este fato consta do documento “Carta do Samba” extraída do I Congresso Nacional do Samba realizado no Rio de Janeiro no período de 28/11/1962 à 02/12/1962, com apoio do Ministério da Educação e Cultura – Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro. O Presidente do Congresso foi Edison Carneiro, e vejam os vices presidentes: Ari Barroso, Araci de Almeida, Almirante. Nas comissões: Paulo Tapajós, Haroldo Costa, Donga, Sérgio Cabral, Maestro José Siqueira, Pixinguinha, Tinhorão e Osvaldo Sargentelli, entre outros.

     Participaram deste 1º Congresso Nacional do Samba, intérpretes, sambistas, estudiosos, amigos do samba e interessados em geral.

     Consta da Carta do Samba em sua página de nº 08:-“ Até agora, para um disco brasileiro, centenas de discos estrangeiros são editados no país. E, entre os discos considerados brasileiros, muitos são traduções ou versões, que do Brasil têm apenas a língua básica em que são cantados, pois até mesmo a entonação e a bossa vêm prontinhas de fora. O músico nacional não participa sequer como intérprete nesses discos, que são gravados sem a letra e distribuídos assim a vários países, fazendo-se a montagem da voz na matriz já feita”.

     A Carta pede também que as gravadoras, estações de rádio e TV sejam obrigadas a produzir ou reproduzir 60% de músicas brasileiras. Entendem-se aqui como composição, intérpretes, músicos, com padrões de instrumentação e orquestração igualmente brasileiros.

     Nota-se que o problema não era só o do Samba, mas também de toda a categoria de artistas envolvidos no processo musical. Outra preocupação também era a de manter a originalidade musical, sem se deixar influenciar por outros gêneros típicos estrangeiros, mas também sem se deixar estrangular e amordaçar, possibilitando o seu próprio desenvolvimento e progresso, se houver alguma influencia que o Samba influencie e não seja influenciado.

     Depois de 50 anos aconteceu no Rio de Janeiro o II Congresso Nacional do Samba nos dias 01 e 02 de dezembro de 2012.


     Mas vamos voltar ao Dia Nacional do Samba. Dia 02 de dezembro pipocam shows, rodas de samba, e no Rio tem o Trem do Samba, e em São Paulo o Samba do Trem, onde os sambistas lotam os vagões para cantarem sambas. São muitas as opções. Pesquise e divirta-se, pois no Samba a festa não continua sem você.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Samba do Sino dia 26/11/2013 20h no GALPÃO – Ensaio Aberto

O que:- Samba do Sino
Quando:- 26/11/2013
Horário:- 20h
Onde:- GALPÃO
End:- Rua Jacob, 223 – Jd Tranquilidade – Guarulhos – SP
Entrada Franca


NOSSO FLY:- A Homenagem no Mural do Samba em nosso Fly vai para Mario lago.

Mario Lago - 102 anos

Mário Lago (Rio de Janeiro, 26 de novembro de 1911 — Rio de Janeiro, 30 de maio de 2002) foi um advogado, poeta, radialista, compositor e ator brasileiro.

Autor de sambas populares como "Ai, que saudades da Amélia" e "Atire a primeira pedra", ambos em parceria com Ataulfo Alves, fez-se popular entre as décadas de 40 e 50.

Filho do maestro Antônio Lago e de Francisca Maria Vicencia Croccia Lago,1 e neto do anarquista e flautista italiano Giuseppe Croccia, formou-se em Direito pela Universidade do Brasil, em 1933, tendo nesta época se tornado marxista. A opção pelas idéias comunistas fizeram com que fosse preso em sete ocasiões - 1932, 1941, 1946, 1949, 1952, 1964 e 1969.

Foi casado com Zeli, filha do militante comunista Henrique Cordeiro, que conhecera numa manifestação política, até a morte dela em 1997. O casal teve cinco filhos: Antônio Henrique, Graça Maria, Mário Lago Filho, Luiz Carlos (em homenagem ao líder comunista Luís Carlos Prestes) e Vanda.

Torcedor do Fluminense, chegou a declarar, na época do 1º rebaixamento do clube, que a virada de mesa em favor do tricolor carioca havia sido uma atitude vergonhosa de todos os responsáveis, envolvidos no esquema. Ele afirmava veementemente, que o time deveria ter voltado à divisão de elite do Campeonato Brasileiro no campo, e não no tapetão.

Começou pela poesia, e teve seu primeiro poema publicado aos 15 anos. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na década de 30, na então Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde iniciou sua militância política no Centro Acadêmico Cândido de Oliveira, então fortemente influenciado pelo Partido Comunista do Brasil, à época PCB, atual PCdoB. Durante a década de 1930, a então principal Faculdade de Direito da capital da República era um celeiro de arte aliada à política, onde estudaram Lago e seus contemporâneos Carlos Lacerda, Jorge Amado, Lamartine Babo entre outros.

Depois de formado, exerceu a profissão de advogado por apenas alguns meses.  Envolveu-se com o teatro de revista, escrevendo, compondo e atuando. Sua estréia como letrista de música popular foi com "Menina, eu sei de uma coisa", parceria com Custódio Mesquita, gravada em 1935 por Mário Reis. Três anos depois, Orlando Silva realizou a famosa gravação de "Nada além", da mesma dupla de autores.

Suas composições mais famosas são "Ai que saudades da Amélia", "Atire a primeira pedra", ambas em parceria com Ataulfo Alves; "É tão gostoso, seu moço", com Chocolate, "Número um", com Benedito Lacerda, o samba "Fracasso" e a marcha carnavalesca "Aurora", em parceria com Roberto Roberti, que ficou consagrada na interpretação de Carmen Miranda.

Em "Amélia", a descrição daquela mulher idealizada, ficou tão popular que "Amélia" tornou-se sinônimo de mulher submissa, resignada e dedicada aos trabalhos domésticos.

Na Rádio Nacional, Mário Lago foi ator de Rádio, ele atuou na radionovela, especial da Semana Santa em 27 de Março de 1959: A Vida de Nosso Senhor jesus Cristo, interpretando Herodes, e também roteirista, escrevendo a radionovela "Presídio de Mulheres". Mas só ficou conhecido do grande público mais tarde, pela televisão, quando passou a atuar em novelas da Rede Globo, como "Selva de Pedra", "O Casarão", "Nina", "Elas por Elas" e "Barriga de Aluguel", entre outras. Também atuou em peças de teatro e filmes, como "Terra em Transe", de Glauber Rocha.

Mário esteve na União Soviética, em 1957, a convite da Radio Moscow, para participar da reestruturação do programa Conversando com o Brasil, do qual participavam artistas e intelectuais brasileiros. Mas os programas radiofônicos produzidos no Brasil, que Mário mostrou aos soviéticos, foram por eles qualificados de "burgueses" e "decadentes". A avaliação que Mário Lago fez da União Soviética também não foi das melhores. Ali, segundo ele, a produção cultural sofria pelo excesso de gravidade e autoritarismo. Apesar da decepção com a experiência soviética, Mário Lago jamais abandonou a militância política.
 
Em 1964, foi um dos nomes a encabeçar a lista dos que tiveram seus direitos políticos cassados pelo regime militar, e perdeu suas funções na Rádio Nacional.

Em 1989, ligou-se ao Partido dos Trabalhadores e atuou como âncora dos programas eleitorais do então candidato do partido, Luís Inácio Lula da Silva, à presidência da República, em 1998.

Autor dos livros Chico Nunes das Alagoas (1975), Na Rolança do Tempo (1976), Bagaço de Beira-Estrada (1977) e Meia Porção de Sarapatel (1986), foi biografado em 1998 por Mônica Velloso na obra: Mário Lago: boêmia e política.

No carnaval de 2001, Mário Lago foi tema do desfile da escola de samba Acadêmicos de Santa Cruz.

Assista vídeo:-

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Samba do Sino dia 19/11/2013 20h no GALPÃO – Ensaio Aberto

Bom dia!
O que:- Samba do Sino
Quando:- 19/11/2013
Horário:- 20h
Onde:- GALPÃO
End:- Rua Jacob, 223 – Jd Tranquilidade – Guarulhos – SP
Entrada Franca


NOSSO FLY:- No Mural do Samba de nosso Fly a homenagem é para Candeia.

Candeia - Seis Datas Magnas

Antônio Candeia Filho. mais conhecido como Candeia (Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1935 — Rio de Janeiro, 16 de novembro de 1978), foi um sambista, cantor e compositor brasileiro.

Seu pai, tipógrafo e flautista, foi, segundo alguns, o criador das Comissões de Frente das escolas de samba. Passava os domingos cantando com os amigos debaixo das amendoeiras do bairro de Oswaldo Cruz. Assim, nascido em casa de bamba, o garoto já frequentava as rodas onde conheceria Zé com Fome, Luperce Miranda, Claudionor Cruz e outros. Com o tempo, aprendeu violão e cavaquinho, começou a jogar capoeira e a frequentar terreiros de candomblé. Estava se forjando ali o líder que mais tarde seria um dos maiores defensores da cultura afro-brasileira.

Candeia começou a fazer músicas ainda na adolescência. Seu pai tocava flauta e carregava o filho para rodas de samba e de choro em Oswaldo Cruz e Madureira.

Compôs em 1953, aos 17 anos, seu primeiro enredo, Seis Datas Magnas, com Altair Prego: foi quando a Portela realizou a façanha inédita de obter nota máxima em todos os quesitos do desfile (total 400 pontos). É até hoje um dos grandes nomes no panteão da Portela.

No início dos anos 60, dirigiu o conjunto Mensageiros do Samba no qual participavam Arlindo, Jorge do Violão, Picolino, Casquinha e Casemiro. Em 1961, entrou para a polícia. Tinha fama de truculento e suas atitudes começaram a causar ressentimentos entre seus antigos companheiros. Provavelmente, não imaginava que começava a se abrir caminho para a tragédia que mudaria sua vida. Diz-se que, ao esbofetear uma prostituta no ano de 1965, ela rogou-lhe uma praga; na noite seguinte, após bater em um caminhão de peixe e atirar nos pneus do caminhão, Candeia levou cinco tiros, entre eles um atingiu a medula óssea e paralisou para sempre suas pernas. Viveu os seus últimos treze anos de vida numa cadeira de rodas, em decorrência daquele tiro. Candeia se aposentou por invalidez após o acidente e pôde, então, se dedicar exclusivamente à música.

Sua vida e obra se transformaram completamente. Em seus sambas, podemos assistir seu doloroso e sereno diálogo com a deficiência e com a morte pressentida: Pintura sem Arte, Peso dos Anos, Anjo Moreno e Eterna Paz são só alguns exemplos. Recolheu-se em sua casa; não recebia praticamente ninguém. Foi um custo para os amigos como Martinho da Vila e Bibi Ferreira trazerem-no de volta. "De qualquer maneira, meu amor, eu canto", diria ele depois num dos versos que marcaram seu reencontro com a vida.

No curto reinado que lhe restava, dono de uma personalidade rica e forte, Candeia foi líder carismático, afinado com as amarguras e aspirações de seu povo. Fiel à sua vocação de sambista cantou sua luta em músicas como Dia de Graça e Minha Gente do Morro. Coerente com seus ideais, em dezembro de 1975 fundou a Escola de Samba Quilombo, que deveria carregar a bandeira do samba autêntico. O documento que delineava os objetivos de sua nova escola dizia: "Escola de Samba é povo na sua manifestação mais autêntica! Quando o samba se submete a influências externas, a escola de samba deixa de representar a cultura de nosso povo".

No mesmo ano de 75, Candeia compunha seu Testamento de Partideiro, onde dizia: "Quem rezar por mim que o faça sambando". Era também lançado o LP "Claridade", da cantora Clara Nunes, que se tornou recorde de vendagem, e cujo maior sucesso era a trilha de "O Mar Serenou", de Candeia.

Em 1978, ano de sua morte, gravou Axé um dos mais importantes discos da história do Samba, porém não chegou a ver o disco pronto. Ainda viu publicado seu livro escrito juntamente com Isnard: Escola de Samba, Árvore que Esqueceu a Raiz.

No dia 16 de Novembro de 1978 decorrente de uma infecção generalizada Candeia parte deixando esposa, filhos, amigos e fãs inconsoláveis.

Um grande reconhecimento veio da passarela paulistana durante o ano de 1981, com o enredo "Axé, Sonho de Candeia", a Escola de Samba Nenê de Vila Matilde, homenageou o grande baluarte em seu desfile.

Voltou a ser lembrado em 1995 quando Martinho da Vila gravou o disco Tá delícia, tá gostoso, no qual incluiu um pot-pourri chamado Em memória de Candeia, que tinha as faixas Dia de graça, Filosofia do samba, De qualquer maneira, Peixeiro grã-fino e Não tem vencedor.

Em 1997 foram relançados em CD três discos de Candeia: Samba da antiga, de 1970, Filosofia do samba, lançado originalmente em 1971, e Samba de roda, de 1974. fonte wikipedia

Assista vídeo:-

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Kiko Dinucci - O artista escolhe a rua

Kiko Dinucci nasceu em Guarulhos no estado de São Paulo, já lançou 9 discos e fez várias parcerias, uma delas com a Juçara Marçal, que participou do projeto Na Rua com o episódio # 10.


PORQUE ESCOLHEU ESSA RUA?: Porque a Liberdade como todos os bairros de SP estão sendo destruídos pela especulação imobiliária. Essa rua ainda trás um pouco das construções originais.

CRÉDITOS:
Idealização: Bruno Henrique BHS
Direção Geral e Fotografia: Bruno Henrique BHS
Áudio e som direto: Olivier Dherte
Produtora Externas: Amália Viana
Produtora Executiva: Carolina Pimentel
Artes: Bolha
Motion: Bruno Moratório
Comunicação: Fernanda Perez
Produção Geral: Fuego (http://fuegodigital.com.br)

O artista escolhe a rua, nós revelamos o porquê dessa escolha. Um guia turístico e musical através das mais diversas ruas do mundo.
Inscreva-se!


Família Macambira e Convidados - Chorinho no GALPÃO dia 14/11/2013


A partir da próxima quinta, estaremos no Galpão, espaço de cultura e no Jardim Tranquilidade em Guarulhos. Excelente espaço para a cultura, principalmente para a música brasileira. Sob a direção do nosso amigo Carlos J F Neto, o local conta com amplo espaço, cadeiras e muito aconchego para quem quiser desfrutar de boa música. Contamos com a presença dos amigos e apreciadores do Choro e do Samba, pois afinal nas terças feiras estão por lá o SAMBA DO SINO, e agora nas quinta CHORO COM A FAMÍLIA MACAMBIRA. Todos serão bem vindos!

O que:- Família Macambira e Convidados
O que:- Chorinho
Quando:- 14/11/2013
Horário:- 20h
Onde:- GALPÃO

End:- Rua Jacob, 223 - Jd Tranquilidade - Guarulhos - SP



sábado, 9 de novembro de 2013

Samba do Sino dia 12/11/2013 20h no GALPÃO - Ensaio Aberto

 
O que:- Samba do Sino
Quando:- 12/11/2013
Horário:- 20h
Onde:- GALPÃO
End:- Rua Jacob 223, Jd Tranquilidade – Guarulhos – SP
ENTRADA FRANCA


NOSSO FLY:- No Mural do Samba a homenagem é dupla: Paulinho da Viola e João Nogueira,

Paulinho da Viola

Paulo César Batista de Faria, mais conhecido como Paulinho da Viola, (Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1942) é um cantor, compositor e violonista brasileiro, filho do violonista César Faria (do conjunto de choro Época de Ouro).

No início de carreira Paulinho foi parceiro de nomes ilustres do samba carioca, como Cartola, Elton Medeiros e Candeia, entre outros. Destaca-se como cantor e compositor de samba, mas também compõe choros e é tido como um dos mais talentosos representantes da chamada Música Popular Brasileira. Cartola dizia que Paulinho da Viola era seu sucessor.

Assista vídeo:-

João Nogueira

João Nogueira (Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1941 — Rio de Janeiro, 5 de junho de 2000) foi um cantor e compositor brasileiro. Desde o início de sua carreira ficou conhecido pelo suingue característico de seus sambas. É pai do também cantor e compositor Diogo Nogueira.

Com apenas 17 anos, já era diretor de um bloco carnavalesco no bairro carioca do Méier. Nesta época, a gravadora Copacabana gravou sua composição Espera, ó nega, que João cantou acompanhado pelo conjunto depois chamado Nosso Samba. Em 1970, Elizeth Cardoso ouviu a gravação de sua composição Corrente de aço e resolveu regravá-la.

Em 1971, teve obras suas gravadas por Clara Nunes (Meu lema) e Eliana Pittman (Das duzentas pra lá). Como esta música defendia a ampliação do mar territorial do Brasil para 200 milhas, medida adotada pelo regime militar, João sofreu patrulha ideológica.
Ainda em 1971, João passou a integrar a ala de compositores da Portela, sua escola de coração, onde venceu um concurso interno com o samba Sonho de Bamba. Mais tarde fez parte do grupo dissidente que saíu da Portela para fundar a Tradição. Fundou também o bloco "Clube do Samba", que ajudou a revitalizar o carnaval de rua carioca.

Em mais de quatro décadas de atividade, João gravou 18 discos. Teve vários parceiros, mas o mais importante foi certamente Paulo César Pinheiro.

Quando morreu, vitimado por um enfarte, em 2000, João organizava um espetáculo numa grande casa noturna de São Paulo, e que resultaria no lançamento de uma gravação ao vivo.

Com sua morte, vários colegas se juntaram para apresentar, nas mesmas datas e no mesmo local, um espetáculo em sua homenagem. Participaram Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Arlindo Cruz e Sombrinha, Emílio Santiago, Carlinhos Vergueiro e a família de João: o sobrinho Didu, o filho Diogo e a irmã e parceira Gisa. O show foi gravado para o disco João Nogueira, Através do Espelho.

Torcedor do Vasco da Gama, participou do show comemorativo dos 113 anos do clube, onde apresentou as músicas "Coração Leviano" e "Foi um Rio que Passou em Minha Vida". fonte wikipedia

Assista vídeo:-

domingo, 3 de novembro de 2013

Massacre do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, em 1937, Crato-CE

Isso foi no Brasil! (Fonte/ Facebook: Grupo de discussao sobre patrimonio arqueologico brasileiro)
Cova coletiva para deposição dos mil mortos no massacre do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, em 1937, Crato-CE. O primeiro registro de bombardeio militar a civis pela FAB no Brasil. Entre ataques aéreos e terrestres pela FAB, Exército e PM do CE a uma comunidade acusada de comunista por apenas produzir e dividir coletivamente algodão, frutas diversas, ferramentas, etc. Os registros oficiais apontam apenas 400 mortos. Muitos foram decapitados ainda vivos. Como os viventes da comunidade usavam preto em luto pela morte de Pe. Cícero Romão Batista (O Padin Ciço) vários outros moradores da Chapada do Araripe tb foram confundidos e mortos, pois até hoje a região conserva a prática do luto em memória do Padre. O beato Zé Lourenço, fundador da comunidade conseguiu escapar junto a um mísero grupo.

Resgate da memória e da história da comunidade religiosa do Caldeirão, liderada pelo beato José Lourenço, que se organizava em moldes comunitários primitivos. Depois de alcançar grande progresso, a comunidade foi destruída pela polícia cearense e pelo bombardeio de aviões, em 1936, deixando mais de 2 mil camponeses mortos. A partir dos depoimentos dos remanescentes e dos símbolos da cultura popular, o filme faz uma reflexão sobre o poder, a liberdade e a luta pela terra.

Gênero: Documentário
Diretor: Rosemberg Cariry
Duração: 96 minutos
Ano de Lançamento: 1985
País de Origem: Brasil
Idioma do Áudio: Português

IMDB: Não cadastrado.

Assista vídeo:

DIA DO SACI & SEUS AMIGOS -- 31 DE OUTUBRO – Intervenção Urbana

O Brasil tem seus próprios mitos, que não ficam nada a dever aos importados, comerciais, que são

usados para anestesiar a autoestima do povo.

Respeitamos os mitos dos outros, mas não queremos que eles sejam usados pela indústria cultural como predadores dos nossos.

O Saci, o Boitatá, o Curupira, a Iara, o Mapinguari e muitos outros brasileiros legítimos estão aí para serem festejados, sem espírito comercial, como nossos legítimos representantes no mundo do imaginário popular e infantil.

O Saci, como o mais conhecido dos nossos seres encantados, representa toda essa turma.

Tudo começou há dez anos, lá em casa...

E ó o Saci agora, pelas ruas da cidade!!!

Não aparece no vídeo, mas a reação das pessoas com as quais eu conversava, enquanto o Saci pulava, o Boitatá brincava e o povo tocava, era incrível!!!

Ao longo do caminho pude ver a cara de lembrança da mulher que disse que sua mãe lhe contava histórias assim; do moço que jurava que o Saci tinha aparecido - de verdade pra traquinar na cidade; da cara de impressionada da menina que gritava: _Ó, ó, ó...

O mais bacana foi perceber que todas as pessoas concordavam comigo: precisamos valorizar nossa cultura!

O nosso Saci se apresentou assim, urbano, pop... muito por conta do olhar do Claudio Donato, artista urbano que prova ser possível a Cultura Popular & Cultura POP, conviverem harmoniosamente.
O nosso Boitatá, ideia do nosso engenheiro criativo Adriano Gregório, que resiste em não ter faicibuqui, foi construído a muitas mãos no espaço do Coletivo 308, cedido pelo Alexandre Gomes Vilas Boas e João Canobre.

O projetor foi morada do Saci, cedido pelo amigo Edson Kiyoshi Murata.

O gerador, energia que alimentou os pulos do Saci no projetor, foi trazido de longe pelo Will Carbônica, outro POP amigo que o Saci fez por esses dias...e que ainda segurou o notebook um tempão!

O olhar brincante do André Josef K Okuma, que pirou no movimento...

O "muque" do Rodrigo Maia, carregando o carrinho encantado do gerador.

Amigos reunidos (não botei o nome de todo mundo, mas tamo junto), cantando, dançando, brincando e se encantando... porque senão, não tem a menor graça!


Muito agradecida, minha gente!
Que possamos reverberar a nossa festa durante todo o ano, até a próxima!

Inté

organização:
Casa das Histórias e SOSACI (Sociedade dos Observadores do Saci)

apoio:
Núcleo Baquirivu, Projeto CLAM, Coleivo 308 e Coletivo Aurora Catavento


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Programa Samba Acadêmico com Carlos J Fernandes entrevista Dedé Paraizo

No Programa Samba Acadêmico de Segunda 04/11/13 22h, estaremos entrevistando o multi instrumentista e compositor Dedé Paraizo. Além de ser um compositor requisitado por vários artistas como Jair Rodrigues, Wando, Zeca Pagodinho, Leci Brandão, Alcione, entre muitos outros, Dedé também é integrante do conjunto Demônios da Garoa desde 2005. 

Vamos ouvir muitos Sambas de seu CD "RESERVA PESSOAL"

O que:- Programa Samba Acadêmico com Carlos J Fernandes
Quem:- Entrevista com Dedé Paraizo
Quando:- 04/11/2013

Horário:- 22h

Samba do Sino dia 05/11/2013 - 20h - Ensaio Aberto

O que:- Samba do Sino
Quando:- 05/11/2013
Horário:- 20h
Onde:- GALPÃO
End:- R Jacob, 223 - Jd Tranquilidade - Guarulhos - SP
Entrada Franca

Nosso Fly:- No Mural do Samba em nosso fly homenageamos Mosueto.

Monsueto, o Comandante

Monsueto Campos de Menezes (Rio de Janeiro, 4 de novembro de 1924 — Rio de Janeiro, 17 de março de 1973) foi um sambista, cantor, compositor, instrumentista, pintor e ator brasileiro

Criado na favela do morro do Pinto, entre partideiros, rodas de samba e batucadas, tocou como baterista em vários conjuntos na década de 1940, inclusive na Orquestra de Copinha, no Copacabana Palace Hotel.

Seu primeiro sucesso como compositor foi Me deixa em paz (com Aírton Amorim), gravado por Linda Batista no Carnaval de 1952. Depois dessa gravação, teve várias músicas de sua autoria incluídas no show Fantasia, fantasias, do Copacabana Palace Hotel.

Em 1953 compôs A fonte secou (com Raul Moreno e Marcleo), um de seus sambas de maior sucesso, seguido de outro grande êxito, no ano seguinte, com Mora na filosofia (com Arnaldo Passos). Atuou ainda no cinema, trabalhando no filme Treze cadeiras (direção de Franz Eichhorn), em 1957. No ano seguinte, participou como cantor em números musicais de Na corda bamba (direção de Eurides Ramos) e, como compositor em O cantor milionário (direção de José Carlos Burle) e, no mesmo ano, no filme Quem roubou meu samba? (direção de José Carlos Burle).

Atuou em vários shows com Herivelto Martins antes de formar seu próprio grupo, com o qual excursionou pelo Brasil e outros paises da América, Europa e África. Era conhecido também pelo apelido de Comandante, com o qual foi muito popular na década de 1960, época em que participava de um programa humorístico na TV-Rio. Nesse programa lançou expressões de gíria que passaram à linguagem popular, como "castiga", "vou botar pra jambrar", "diz", "ziriguidum", "mora" e outras.

A partir de 1965 começou a dedicar-se também à pintura primitivista, tendo, inclusive, recebido prêmio do Museu Nacional de Belas Artes, do Rio de Janeiro. Sem se ter filiado a nenhuma escola de samba, era bem recebido e respeitado em todas elas, desfilando cada ano em uma diferente. A última, em 1972, foi a Unidos de Vila Isabel. No ano seguinte, participava das filmagens de O forte (direção de Olney São Paulo), na Bahia, em que fazia o papel de um diretor de harmonia de escola de samba, quando ficou doente e foi hospitalizado no Rio de Janeiro, onde morreu vítima de câncer no fígado.

A importância de sua música, caracterizada por uma letra de versos sintéticos, voltou a ser reconhecida pouco antes de morrer, em 1972, a partir das regravações de suas composições, como Me deixa em paz, por Milton Nascimento e Alaíde Costa, no LP Clube da esquina, da Odeon; Mora na filosofia, por Caetano Veloso, no LP Transa, da Philips; e, no ano seguinte, Eu quero essa mulher (com José Batista), também por Caetano Veloso, no LP Araçá azul, na Philips.

Outras composições suas de destaque são Na casa de corongondó (com Arnaldo Passos), Couro do falecido (com Jorge de Castro), O lamento da lavadeira (com Nilo Chagas e J. Vieira Filho), Levou fermento (com José Batista), Tá pra acontecer (com José Batista e Ivan Campos) e Ziriguidum. Fonte wikipedia

Assista Vídeo:-

segunda-feira, 28 de outubro de 2013


No programa de hoje vamos falar de Maria Tereza Gomes, a nossa Giovana “A Deusa Negra do Samba Rock” o grande destaque da II Bienal do Samba que aconteceu em São Paulo no ano de 1971. Vamos ouvir também muito choro com Isaias e seus Chorões, interpretando Jacob do Bandolim, Álvaro Sandim, Luiz Gonzaga e Pixinguinha. E muito samba com Maurinho Ribeiro, Anderson Alves de Moura, Deley Antonelli, Dodo Andrade, Flávia Oliveira, Fabiana Cozza, FamíliaMacambira Lima, Tito Amorim, Carmen Queiroz, Emerson Urso e Leci Brandão.

O Que:- Programa Samba Acadêmico
Quando:- 28/10/2013
Horário:- 22h
Endereço:- www.webradiomusicalivre.com.br

Reprise:- domingo 11h (manhã)

Samba do Sino dia 29/10/2013 20 no GALPÃO

O Que:- Samba do Sino
Quando:- 29/10/2013
Horário:- 20h
Onde:- GALPÃO
End:- Rua Jacob, 223 – Jd Tranquilidade – Guarulhos – SP
Entrada Franca

Nosso Fly:- A homenagem em nosso FLY é para Nelson Cavaquinho.


Programa Samba Acadêmico na Web Rádio:-  Com Carlos J Fernandes Neto.  Segunda as 22h e reprise Domingo as 11h (manhã)

Nelson Cavaquinho, mais de 400 composições

Nelson Cavaquinho, nome artístico de Nelson Antônio da Silva, (Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1911 — Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 1986) foi um importante músico brasileiro. Sambista carioca, compositor e cavaquinista na juventude, na maturidade optou pelo violão, desenvolvendo um estilo inimitável de tocá-lo, utilizando apenas dois dedos da mão direita.

Seu envolvimento com a música inicia-se na família. Seu pai, Brás Antônio da Silva, era músico da banda da Polícia Militar e seu tio Elvino tocava violino. Depois, morando na Gávea, passou a frequentar as rodas de choro. Foi nessa época que surge o apelido que o acompanharia por toda a vida.

Casou-se por volta dos seus 20 anos com Alice Ferreira Neves, com quem teria quatro filhos e na mesma época consegue, graças a seu pai, um trabalho na polícia fazendo rondas noturnas a cavalo. E foi assim, durante as rondas, que conheceu e passou a frequentar o morro da Mangueira, onde conheceu sambistas como Cartola e Carlos Cachaça.

Deixou mais de quatrocentas composições, entre elas clássicos como "A Flor e o Espinho" e "Folhas Secas", ambas em parceria com Guilherme de Brito, seu parceiro mais frequente. Por falta de dinheiro, depois de deixar a polícia, Nelson eventualmente "vendia" parcerias de sambas que compunha sozinho, o que fez com que Cartola optasse por abandonar a parceria e manter a amizade.

Sua primeira canção gravada foi "Não Faça Vontade a Ela", em 1939, por Alcides Gerardi, mas não teve muita repercussão. Anos mais tarde foi descoberto por Cyro Monteiro que fez várias gravações de suas músicas. Começou a se apresentar em público apenas na década de 1960, no Zicartola, bar de Cartola e Dona Zica no centro do Rio. Em 1970 lançou seu primeiro LP, "Depoimento de Poeta", pela gravadora Castelinho.

Suas canções eram feitas com extrema simplicidade e letras quase sempre remetendo a questões como o violão, mulheres, botequins e, principalmente, a morte, como em "Rugas", "Quando Eu me Chamar Saudade", "Luto", "Eu e as Flores" e "Juízo Final".

Com mais de 50 anos de idade, conheceria Durvalina, trinta anos mais moça do que ele, sua companheira pelo resto da vida. Morreu na madrugada de 18 de fevereiro de 1986, aos 74 anos, vítima de um enfisema pulmonar.


No carnaval de 2011 a escola de samba G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira homenageou Nelson Cavaquinho pelo seu centenário. "O Filho Fiel, Sempre Mangueira" é o nome do enredo que a agremiação levará para a avenida. O músico era torcedor da escola de samba carioca. Fonte wikipedia.

Assista vídeo

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Samba do Sino 08/10/2013 20h no GALPÃO

O que:- Samba do Sino
Quando:- 08/10/2013
Horário:- 20h
Onde:- GALPÃO
End:- Rua Jacob, 223 – Jd Tranquilidade – Guarulhos – SP
Entrada Franca

Nosso Fly:- A homenagem em nosso FLY é para Catulo da Paixão Cearense.


Programa Samba Acadêmico:- As segundas 22h e reprise 11h (manhã) pela www.webradiomusicalivre.com.br

Catulo da Paixão Cearense

Catulo da Paixão Cearense (São Luís do Maranhão, 8 de outubro de 1863 — Rio de Janeiro, 10 de maio de 1946) foi um poeta, músico e compositor brasileiro. A data de nascimento foi por muito tempo considerada dia 31 de janeiro de 1866, pois a data original foi modificada para que Catulo pudesse ser nomeado ao serviço público.

Filho de Amâncio José Paixão Cearense (natural do Ceará) e Maria Celestina Braga (natural do Maranhão).

Mudou-se para o Rio em 1880, aos 17 anos, com a família. Trabalhou como relojoeiro. Conheceu vários chorões da época, como Anacleto de Medeiros e Viriato Figueira da Silva, quando se iniciou na música. Integrado nos meios boêmios da cidade, associou-se ao livreiro Pedro da Silva Quaresma, proprietário da Livraria do Povo, que passou a editar em folhetos de cordel o repertório de modismos da época.

Catulo da Paixão Cearense passou a organizar coletâneas, entre elas O cantor fluminense e O cancioneiro popular, além de obras próprias. Vivia despreocupado, pois era boêmio, e morreu na pobreza.

Em algumas composições teve a colaboração de alguns parceiros: Anacleto de Medeiros, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Francisco Braga e outros.

Suas mais famosas composições são Luar do Sertão (em parceria com João Pernambuco), de 1914, que na opinião de Pedro Lessa é o hino nacional do sertanejo brasileiro, e a letra para Flor amorosa, que havia sido composta por Joaquim Calado em 1867. Também é o responsável pela reabilitação do violão nos salões da alta sociedade carioca e pela reforma da "modinha". fonte wikipedia


Assista vídeo Flor Amorosa – (Joaquim Antônio da Silva Callado e Catulo da Paixão Cearense



terça-feira, 24 de setembro de 2013

Samba do Sino dia 24/09/2013 no GALPÃO 20h

O que:- Samba do Sino
Quando:- 24/09/2013

Horário:- 20h
Onde:- GALPÃO
End:- Rua Jacob, 223 – Jd Tranquilidade – Guarulhos – SP
Entrada Franca

Nosso Fly:- Sempre homenageamos uma personalidade em nosso Fly. Esta semana a homenagem vai para Gonzaguinha.


Programa Samba Acadêmico:- pela Web Radio toda Segunda as 22h, reprise as 11h (manhã) pela www.webradiomusicalivre.com.br, a primeira conectada em você.

Gonzaguinha, Cantor Rancor

Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, mais conhecido como Gonzaguinha, (Rio de Janeiro,22 de setembro de 1945 – Renascença, 29 de abril de 1991) foi um cantor e compositor brasileiro.

Gonzaguinha era filho adotivo do cantor e compositor pernambucano Luiz Gonzaga e de Odaleia Guedes dos Santos, cantora do Dancing Brasil. O site oficial do cantor afirma que Gonzaguinha era filho legítimo de Luiz Gonzaga.

Compôs a primeira canção "Lembranças da Primavera" aos 14 anos, e em 1961, com 16 anos, foi morar em Cocotá com o pai para estudar. Voltou para o Rio de Janeiro para estudar Economia, pela Universidade Cândido Mendes. Na casa do psiquiatra Aluízio Porto Carrero conheceu e se tornou amigo de Ivan Lins. Conheceu também a primeira mulher, Ângela, com quem teve 2 filhos: Daniel e Fernanda. Teve depois uma filha com a atriz Sandra Pêra, a atriz e cantora Amora Pêra. Foi nessa convivência na casa do psiquiatra, que fundou o Movimento Artístico Universitário (MAU), com Aldir Blanc, Ivan Lins, Márcio Proença, Paulo Emílio e César Costa Filho. Tal movimento teve importante papel na música popular do Brasil nos anos 70 e em 1971 resultou no programa na TV Globo Som Livre Exportação.

Característico pela postura de crítica à ditadura, submeteu-se ao DOPS. Assim, das 72 canções mostradas, 54 foram censuradas, entre as quais o primeiro sucesso, Comportamento Geral. Neste início de carreira, a apresentação agressiva e pouco agradável aos olhos dos meios de comunicação lhe valeram o apelido de "cantor rancor", com canções ásperas, como Piada infeliz e Erva. Com o começo da abertura política, na segunda metade da década de 1970, começou a modificar o discurso e a compor canções de tom mais aprazível para o público da época, como Começaria tudo outra vez, Explode Coração, Grito de alerta e O que é o que é, e também temas de reggae, como Nem o pobre nem o rei.
As composições foram gravadas por muitos dos grandes intérpretes da MPB, como Maria Bethânia, Simone, Elis Regina(Redescobrir ou Ciranda de Pedra), Fagner, e Joanna. Dentre estas, destaca-se Simone com os grandes sucessos de Sangrando, Mulher, e daí e Começaria tudo outra vez, Da maior liberdade, É, Petúnia Resedá.

Em 1975 dispensou os empresários e se tornou um artista independente, o que fez em 1986, fundar o selo Moleque, pelo qual chegou a gravar dois trabalhos.
Nos últimos doze anos de vida, Gonzaguinha viveu em Belo Horizonte com a segunda mulher Louise Margarete Martins (Lelete) e a filha deles, a caçula Mariana.

Morte
Após uma apresentação em Pato Branco, no Paraná, Gonzaguinha morreu aos 45 anos vítima de um acidente automobilístico às 7 h e 30 min do dia 29 de abril de 1991, entre as cidades de Renascença e Marmeleiro, enquanto dirigia o automóvel, um Chevrolet Monza, rumo a Francisco Beltrão, depois ia a Foz do Iguaçu. Dedicou os últimos anos da sua vida a cuidar da obra de seu pai. Gonzaguinha foi enterrado no Cemitério Parque da Colina, em Belo Horizonte, em abril de 1991. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Assista vídeo:

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Samba do Sino dia 10/09/2013 às 20h no GALPÃO

O que:- Samba do Sino
Quando:- 10/09/2013
Horário:- 20h
Onde:- GALPÃO
End:- Rua Jacob, 223 – Jd Tranquilidade – Guarulhos – SP
Entrada Franca

NOSSO FLY:- sempre homenageamos uma personalidade da música brasileira em nosso FLY, hoje nossa homenagem é para Elvira Pagã.


Programa Samba Acadêmico:- Toda Segunda Feira as 22h e reprise aos domingos as 11h da manhã, pela www.webradiomusicalivre.com.br

Elvira Pagã - Irmãs Pagãs

Elvira Pagã (pseudônimo de Elvira Olivieri Cozzolino) (Itararé, 6 de setembro de 1920 — Rio de Janeiro, 8 de maio de 2003) foi uma atriz, cantora, compositora e vedete brasileira.

Biografia
Mudou-se ainda pequena, com a família, para o Rio de Janeiro, onde estudou em colégio de freiras - Imaculada Conceição. Ainda estudante organiza, junto com a irmã Rosina, diversas festas onde travam relações com o meio artístico carioca, sobretudo com os integrantes do Bando da Lua.

Ainda na década de 1930 realizam um espetáculo de inauguração do "Cine Ipanema", junto com os Anjos do Inferno, ocasião em que recebem de Heitor Beltrão o apelido de "Irmãs Pagãs" - que então adotam para o resto da vida, tanto para a parceria, que dura até 1940, ano em que Elvira se casa e termina a dupla, como nas respectivas carreiras solo.

As irmãs realizam um total de treze discos, juntas, além de filmes como Alô, Alô, Carnaval, em 1935, e o argentino "Tres anclados en París", de 1938.

Elvira torna-se uma das maiores estrelas do Teatro de Revista, disputando com Luz del Fuego o papel de destaque dentre as mais ousadas mulheres brasileiras de seu tempo: foi a primeira a usar biquini em Copacabana; nos anos 50 posou nua para uma foto, que distribui, como cartão natalino.

A beleza e sensualidade fizeram-lhe a fama, sendo uma das "sexy symbols" mais cobiçadas da época. Foi a primeira Rainha do Carnaval carioca - inovação nos festejos momescos, mantida até o presente.

Foi responsável direta por uma das tentativas de suicídio do compositor Assis Valente, ao lhe cobrar, de forma escandalosa, uma dívida.

A partir da década de 1970 torna-se pintora, adotando um estilo esotérico, sem grande destaque nesta nova iniciativa.

Com a maturidade foi se tornando misantropa e temperamental, evitando qualquer contacto com as pessoas, sobretudo a imprensa e pesquisadores. A morte somente foi divulgada após três meses da ocorrência, pela irmã, que morava nos Estados Unidos.

Música
A carreira musical pode ser dividida em duas partes: a primeira, onde fazia parceria com a irmã, na dupla "Irmãs Pagãs"; a segunda, em carreira solo, onde também aventurou pela composição de marchinhas e sambas.

Fez, com a irmã, turnê pela Argentina, Peru e Chile, durante quatro meses. Apresentavam-se nas Rádios, como a Mayrink Veiga e com a irmã gravou ao todo treze discos.

Seu primeiro disco sozinha data de 1944 e no ano seguinte gravou um novo trabalho que constitui-se numa novidade, para a época, uma vez que possuía apenas quatro músicas. Gravou em diversos estúdios, como o Continental, Todamérica e outros, além de diversas parcerias, como com Herivelto Martins, Orlando Silva e outros.

Composição
A primeira composição é de 1950, o samba "Batuca Daqui, Batuca de Lá", em parceria com Antônio Valentim. Do mesmo ano é o seu baião "Vamos Pescar"; do ano seguinte, com o mesmo parceiro anterior, são o baião "Saudade Que Vive em Mim" e a marcha "A Rainha da Mata", e o samba "Cacetete, Não!". Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Compôs ainda:
"Reticências" - samba (1953)
"Sou Feliz", com M. Zamorano (1953)
"Vela Acesa", com Antônio Valentim e Orlando Gazzaneo - samba
"Viva los Toros", com Orlando Gazzaneo
"Marreta o Bombo" - marcha

"Condenada" – samba

assista vídeo:-   

Tia Ciata - "A Mãe do Samba"

"TIA CIATA", MÃE DO SAMBA...

" O samba é o mais belo documento da vida e da alma do povo brasileiro". (Rosane Volpatto-extraído do Texto SAMBA, SABOR DO BRASIL) Um grande abraço ao nosso patrono PAULINHO DA VIOLA. (Veja mais na página História do Samba)
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Pelo Fim da Ordem dos Músicos do Brasil !

Abaixo-Assinado Eletrônico pelo direito ao livre exercício da profissão de músico:

Participe você também, leia matérias neste blog.

Para assinar eletrônicamente:

http://www.carlosgiannazi.com.br/fale_conosco/abaixo-assinado-omb.htm

Paulinho da Viola- Entrevistado pelo programa Memória do Rádio

PAULINHO DA VIOLA - O Nosso Patrono

O Verso "Quando penso no futuro não esqueço meu passado" é creditado por Paulinho da Viola, em "Meu tempo é hoje", como sintese de sua obra, de sua vida. Recolhido de sua "Dança da Solidão"(72). (Pedro Alexandre Sanches - Folh aOn Line - 11/04/2003)

"Eu não costumo brigar com o tempo" afirma Paulinho da Viola (em 09/12/2004 - Folha On line)

"A música de Paulinho da Viola representa um universo particular dentro da cultura brasileira. Experimentá-la é reconhecer que a identidade cultural brasileira não é única, há sempre algo mais." (extraído do site de Paulinho da Viola)

A Obra de Paulinho da Viola já foi tema de livros, trabalhos acadêmicos, gravações e documentário. Em fase de finalizações, se encontra um Documentário realizado pela VideoFilmes com direção de Isabel Jaguaribe e roteiro de Zuenir Ventura. (Confira mais na página - PAULINHO DA VIOLA - Vídeos e muito mais)

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AGENDA CULTURAL DA PERIFERIA

A Ação Educativa é uma organização não governamental sem fins lucrativos que desenvolve a apóia projetos voltados para a educação e juventude, por meio de pesquisas, formação, assessoria e produção de informações. Mantém em sua sede o espaço de Cultura e Mobilização Social, aberto ao público, que promove regularmente atividades de formação, intercâmbio e difusão cultural. Vale a pena acessar : http://www.acaoeducativa.org.br/

Confira As Comunidades de SAMBA divulgadas.
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Samba do Sino comemora primeiro ano na noite de 15/12/2009 com história do samba

O Movimento Cultural Samba do Sino comemerou 01 ano de vida no último dia 15/12/2009, e presenteia os moradores da cidade com histórias que contam a evolução do samba no Brasil. A proposta nasceu com a idéia de resgatar esse pedaço da cultura popular. (Vanessa Coelho - Guarulhos Web 15/12/2009)